Tênis combinado com outros exercícios reduz risco de morte precoce em 19%!

Tênis combinado com outros exercícios reduz risco de morte precoce em 19%!

A ideia de que qualquer atividade física é melhor do que nenhuma já está consolidada na mente da maioria das pessoas. Mas um estudo conduzido pela renomada Universidade Harvard trouxe uma reviravolta nesse entendimento: não basta apenas se movimentar — a variedade de movimentos também importa, e muito.

A pesquisa, publicada em janeiro de 2026 no BMJ Medicine, analisou dados de mais de 111 mil adultos ao longo de mais de 30 anos e descobriu que as pessoas que praticam diferentes tipos de exercício têm 19% menos risco de morte precoce do que aquelas que se dedicam a uma única modalidade, independentemente do tempo total gasto em atividade física.

O tênis, por sua própria natureza multidirecional e imprevisível, já oferece uma diversidade de estímulos que poucos esportes conseguem igualar.

Para quem mora em Belo Horizonte e deseja começar a construir essa rotina variada, a cidade oferece diversas opções. Uma aula de tênis em Belo Horizonte pode ser o primeiro passo para incorporar o esporte à semana, e a partir daí, adicionar musculação, alongamento ou outras atividades que complementem os benefícios já proporcionados pela raquete.

Mas quando o tênis combinado com outros exercícios — como musculação, alongamento ou ioga — entra em cena, os benefícios se multiplicam, criando um efeito sinérgico que protege o corpo de forma muito mais abrangente. Acompanhe!

O estudo de Harvard que mudou a forma de enxergar o exercício

Mais de 111 mil pessoas acompanhadas por três décadas

A pesquisa conduzida pela Harvard T.H. Chan School of Public Health é uma das mais abrangentes já realizadas sobre o tema. Os cientistas utilizaram dados do Nurses’ Health Study e do Health Professionals Follow-Up Study, dois dos maiores estudos longitudinais do mundo, que acompanharam 111 mil adultos por mais de 30 anos. Os participantes relataram detalhadamente quanto tempo por semana dedicavam a diferentes atividades: caminhada, corrida, ciclismo, natação, esportes com raquete (como tênis), musculação, ioga, alongamento, trabalho no jardim e subir escadas, entre outras.

Os pesquisadores então compararam os padrões de atividade física com os registros de mortalidade ao longo do período. O resultado foi surpreendente: mesmo quando o volume total de exercício era o mesmo, as pessoas que praticavam uma maior variedade de atividades tinham um risco significativamente menor de morrer prematuramente. Em números absolutos, os participantes com a maior diversidade de exercícios apresentaram 19% menos risco de morte precoce em comparação com aqueles que mantinham sempre o mesmo tipo de atividade.

O autor correspondente do estudo, Yang Hu, pesquisador do Departamento de Nutrição de Harvard, resumiu a descoberta de forma direta: “As pessoas naturalmente escolhem atividades diferentes ao longo do tempo, com base em suas preferências e condições de saúde. Ao decidir como se exercitar, lembre-se de que pode haver benefícios adicionais à saúde ao se envolver em vários tipos de atividade física, em vez de confiar em um único tipo”. O tênis combinado com outros exercícios, portanto, não é apenas uma recomendação genérica — é uma estratégia respaldada por uma das maiores bases de dados já analisadas sobre o tema.

A variedade importa tanto quanto a quantidade

Uma das conclusões mais importantes do estudo de Harvard é que a variedade de exercícios tem um efeito protetor que independe do tempo total dedicado à atividade física. Isso significa que duas pessoas que se exercitam exatamente a mesma quantidade de horas por semana podem ter riscos de morte prematura muito diferentes, dependendo de quantos tipos diferentes de exercício elas praticam. Quem faz apenas caminhada, por exemplo, pode estar perdendo benefícios que apenas a musculação, o alongamento ou o tênis seriam capazes de oferecer.

Os pesquisadores levantam a hipótese de que diferentes tipos de exercício ativam músculos e sistemas do corpo de formas variadas, promovendo uma melhora mais completa e equilibrada da saúde. Atividades aeróbicas, como o tênis, fortalecem o coração e os pulmões; exercícios de resistência, como a musculação, preservam a massa muscular e a densidade óssea; e práticas como o alongamento e a ioga melhoram a flexibilidade, a postura e a recuperação muscular. Quando o tênis combinado com outros exercícios entra na rotina, o corpo recebe estímulos complementares que nenhuma modalidade isolada conseguiria oferecer.

A pesquisa também revelou que a variedade de exercícios está associada a reduções específicas em diferentes causas de morte. Pessoas com rotinas mais diversificadas apresentaram 41% menos risco de morte por doenças respiratórias, 17% menos por doenças cardiovasculares e 13% menos por câncer, em comparação com aquelas que praticavam apenas um ou dois tipos de atividade. Esses números mostram que o tênis combinado com outros exercícios não é apenas uma questão de “ficar em forma” — é uma estratégia de prevenção de doenças que atua em múltiplas frentes.

Por que o tênis é a base ideal para uma rotina variada?

O tênis já oferece diversidade de movimentos naturalmente

O tênis é, por si só, um esporte extraordinariamente diversificado. Diferente de atividades lineares e repetitivas, como a corrida ou o ciclismo, o tênis exige movimentos multidirecionais: arranques explosivos para frente, deslocamentos laterais, corridas para trás, saltos, paradas bruscas e mudanças de direção em frações de segundo. Cada um desses movimentos recruta grupos musculares distintos, exigindo do corpo uma adaptação constante que poucos esportes conseguem proporcionar.

Essa diversidade inerente ao tênis faz com que ele já seja, por natureza, um excelente ponto de partida para quem busca uma rotina variada. Os braços, ombros e costas são trabalhados nos golpes de forehand e backhand; as pernas, glúteos e core são exigidos nos deslocamentos e na manutenção do equilíbrio; e o sistema cardiovascular é desafiado pela intensidade intermitente do jogo. Mas mesmo com toda essa riqueza de estímulos, o tênis isolado ainda não cobre todas as necessidades do corpo. É aí que o tênis combinado com outros exercícios faz toda a diferença.

Os benefícios de adicionar musculação e alongamento ao tênis

Quando o tênis combinado com outros exercícios inclui a musculação, os ganhos são imediatos e mensuráveis. O tênis é um esporte de alto impacto e movimentos bruscos, o que torna os joelhos, tornozelos e ombros particularmente vulneráveis a lesões. A musculação, ao fortalecer os músculos estabilizadores dessas articulações, atua como um escudo protetor, reduzindo drasticamente o risco de torções, tendinites e outras lesões comuns entre tenistas. Além disso, o aumento da massa magra eleva o metabolismo basal, auxiliando no controle do peso e na prevenção de doenças metabólicas.

O alongamento, por sua vez, é o complemento perfeito para a flexibilidade e a recuperação muscular. O tênis exige uma amplitude de movimento significativa nos ombros, quadris e tornozelos, e a falta de flexibilidade pode limitar o desempenho e aumentar o risco de lesões. Incorporar sessões regulares de alongamento — seja antes ou depois das partidas — melhora a circulação sanguínea, reduz a tensão muscular e acelera a recuperação entre os treinos. O tênis combinado com outros exercícios como o alongamento cria um ciclo virtuoso: o corpo fica mais preparado para a quadra, e a quadra, por sua vez, mantém o corpo em constante evolução.

Um estudo da Universidade Harvard, publicado em junho de 2026, complementou esses achados ao mostrar que 90 a 120 minutos semanais de musculação estão associados a uma redução de 13% no risco de morte prematura, e que adicionar exercícios aeróbicos à rotina de força aumenta ainda mais o benefício. O tênis combinado com outros exercícios, portanto, não é apenas uma recomendação estética ou funcional — é uma estratégia de longevidade respaldada por evidências sólidas.

Créditos da imagem: https://www.pexels.com/pt-br/foto/areia-terra-sujo-manchado-18213625/